A vida cristã saudável passa por três fases evolutivamente, mas isso não impede que passando por uma o cristão não possa cometer atitudes pertinentes a outra fase. As três fases são: Crianças, Adultos e Pais.
A vida cristã deixa de ser saudável quando ficamos estagnados em uma dessas fases, não evoluindo naturalmente.
“preferimos ser destruídos a ser transformados”
(W.H.Auden.)
Aqui nesta postagem você vai encontrar o estudo sobre as três fases do cristão que foi ministrado na EBD classe de treinamento da IEJA – MRV. Começaremos então pelas Crianças na fé.
CRIANÇAS
Deus se revela para nós de acordo ao nosso desenvolvimento espiritual, de acordo a nossa ótica, de acordo ao nosso nível, de acordo a nossa medida de fé.
“Para com o benigno, benigno te mostras; com o íntegro, também íntegro.” (Salmos 18:25)
Muitas das passagens bíblicas que contém ameaças são destinadas a cristãos “crianças”.
A própria bíblia trás ameaças de castigos horrendos aos desobedientes e promessas de recompensas aos obedientes. Com crianças temos que ser radicais, pois qualquer apelo à motivações elevadas, apelos racionais não costumam dar muito certo. Crianças entendem com maior facilidade a promessa de castigos e recompensas e nessa medida eles respondem com suas atitudes.
“Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem agora podeis, porque ainda sois carnais. Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?” (I Co 3:1-3)
Quando falo do cristão infantil ou criança não quero me restringir ao novo convertido, pois há muitos que estão convertidos a anos que não saíram da fase infantil na fé. Há inclusive pastores, presbíteros, diáconos, obreiros ou como queiram chamar, totalmente infantis. Cristão que não evoluíram na vida espiritual.
Uma das características do cristão infantil de acordo a I Co 3 são as brigas, ciúmes, contendas em defesa de um caminho de homens, quando um diz: Eu sou de Paulo!, e o outro acredita que ser de Apolo o qualifica mais, são as nossas brigas denominacionais, puramente religiosas.
São os seguidores de homens que não conseguem enxergar um Deus transcendente que esta acima de qualquer muralha denominacional.
Outra característica do crente infantil é a falta de vinculo com a palavra de Deus, quando as profecias ou as profetadas são mais procuradas do que as classes de estudos bíblicos, os cultos de ensino ou até mesmo a leitura devocional.
As fabulas cristãs também são característica do cristão infantil ou criança, mas essas fabulas nada mais são do que a ausência de um vinculo maduro com a palavra.
“Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.” (II Timóteo 4:3,4)
Copo d’água, rosa ungida, sal grosso, tocar na arca, tocar no altar, mil e um propósitos são rudimentos infantis de fé. Não vejo com tanto perigo o cristão sendo novo convertido e criança na fé ter vinculo com tais praticas, porém acho extremamente perigoso a saúde espiritual, quando o tempo passa o tempo voa e o cristão continua numa boa com essas praticas, não cresce, não amadurece, não entende que isso é coisa de criança, trevo de quatro folhas, pé de coelho, galho de arruda, pura fabulas cuja vida adulta nos chama para abandonar.
É necessário que passemos por esta fase, o que não pode ocorrer é permanecermos nela ao invés de prosseguir. E para prosseguir temos que entender a nossa total incompetência. Aliás essa é uma característica infantil, sua incompetência, crianças não podem prover seu próprio alimento, crianças não podem se proteger. Assim como fomos salvos pela graça, temos um chamado a viver pela graça. Não em uma vida de auto-ajuda, auto-realizações, autonomia, mas uma dependência total da pessoa de Cristo.
Continuaremos na próxima postagem.
Graça e Paz!.
