terça-feira, 7 de junho de 2011

O salário dos trabalhadores esta clamando!


Foi inevitável o ocorrido neste ultimo final de semana dentro do Quartel General dos Bombeiros do Rio de Janeiro. Quando manifestantes que antes reivindicavam pacificamente por aumento salarial e por melhores condições de trabalho adentraram
o Quartel jogando abaixo o portão de entrada.
Segundo manifestantes essa decisão foi tomada após inúmeras tentativas de buscar no Comandante Geral dos bombeiros (Cel. Pedro) informações e orientações para a tropa, além de uma  representatividade junto ao governador por negociações que favorecesse os profissionais. Não obtendo êxito, os manifestantes optaram pelo fato ocorrido.
E mesmo sabendo que se tratava de bombeiros militares em sua própria casa, juntamente com esposas e filhos, a ordem foi que o Batalhão de Choque juntamente com o Bope interferisse na manifestação lançando bombas e dando tiros de borracha em cima dos manifestantes.
Após a prisão de 492 bombeiros que foram conduzidos pela PM para o pátio do batalhão de choque, o comandante geral dos bombeiros foi exonerado do cargo pelo
Governador Sérgio Cabral que por mais um vez não controla as suas emoções e seu ego ferido e agride os manifestantes com palavras, assim bem como já fez com médicos, professores e policiais.

Na nossa ultima postagem nós comentamos como policiais e bombeiros vem sendo tratado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, mas o motivo de esta postando isso não é político, pois esse blog não tem fins políticos, apesar de praticarmos a política o tempo todo em nossas vidas, mas queremos chamar atenção de todos para o que esta escrito em Tiago 5: 1-6

“Atendei, agora, ricos, chorai lamentando, por causa das vossas desventuras, que vos sobrevirão. As vossas riquezas estão corruptas, e as vossas roupagens, comidas de traça; o vosso ouro e a vossa prata foram gastos de ferrugens, e a sua ferrugem há de ser por testemunho contra vós mesmos e há de devorar, como fogo, as vossas carnes. Tesouros acumulastes nos últimos dias. Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que por vós foi retido com fraude está clamando; e os clamores dos ceifeiros penetram até os ouvidos do Senhor dos Exércitos. Tendes vivido, regaladamente sobre a terra; tendes vivido nos prazeres; tendes engordado o vosso coração, em dia de matança; tendes condenado e matado o justo, sem que ele vos faça resistência.”

Cada dia que passa sou mais apaixonado pela palavra de Deus, como textos tão antigos podem ser tão atuais?, como homens que viveram a tantos anos atrás puderam escrever coisas tão contextualizadas com o nosso século, se não por pura inspiração divina?

Amados essas manifestações em busca de melhores salários e melhores condições de trabalho não é coisa moderna, mas nunca se tornou tão freqüente como vem ocorrendo nos dias de hoje. O texto acima nos revela a causa de tais manifestações, dizendo que as riquezas dos homens que podem ajudar acalentar a um povo e não faz, são riquezas corruptas e também diz que esses mesmos homens estão vivendo regaladamente, vivendo seus prazeres, engordando o coração e são culpados pelo sangue derramado,
pelas almas afligidas, pelos corpos com frio e pelos pratos vazios.
Agora amado pare e pense, será que só o governador do Rio é responsável por isso, só o presidente, só os políticos ou cada um de nós que podemos fazer o bem e não fazemos responderemos pelas almas que choram?
Será que nós que jogamos o nosso voto fora, ou trocamos ele por interesses particulares não temos um pouco de culpa?
Será que nossas igrejas que estão tão preocupadas com a teologia da prosperidade não tem sua parcela de culpa?
Até que ponto nós estamos envolvidos na fome da sociedade, nos conflitos de nossas instituições governamentais e não governamentais, na frieza de uma igreja que acredita que envangelizar é distribuir conta corrente para depósito, papelzinho na rua e copo d'água orado?

A igreja toca onde o Estado não pode tocar, e quando o Estado não toca e nem a igreja o faz, então nasce uma geração carente, uma geração órfã, uma geração marginalizada.

Para lembrar:  “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.” (Tiago 4:17)

Graça e Paz!