Enfim chegamos a ultima parte do nosso estudo que foi ministrado na IEJA – MRV na classe de treinamento para lideres. Aqui falaremos sobre a fase mais madura da vida de um cristão, que é quando os cristãos entendem que o Evangelho de Cristo os convocou para viverem por outros e não mais para si mesmos. Assim como citei o relacionamento de crianças que não conhecem a vantagem da disciplina em suas vidas, com seus olhares limitados e superficiais a cerca de relacionamento, assim como também foi citado o relacionamento de um casal romântico para expressar o comportamento adulto, que outro tipo de relacionamento nós teríamos para melhor identificar uma vida espiritual ainda mais descortinada, com senso de propósito e um genuíno chamado ministerial, se não o relacionamento paterno e porque também não dizer materno?
Somente quando o cristão alcança um nível espiritual comparativo ao comportamento de pais saudáveis, podemos identificá-los como se tendo um real chamado ministerial.
O grande problema em nossas igrejas é sem duvida alguma, os inúmeros lideres com consagrações ou ordenações ministeriais, como queiram chamar, do tipo pastor, presbítero, missionários, evangelistas, diáconos, ministros de louvor e por ai vai esse clericalismo religioso, que não saíram nem da fase infantil na fé. ainda fazem birras, ainda fazem barganhas com Deus e o pior como estão na posição de liderança acabam gerando inúmeros discípulos doentes e infantis como eles são, discípulos esses que vão viver um cristianismo raso, sem qualquer essência e raiz.
Homens sem um verdadeiro propósito, são como nuvens sem água impelidas pelo vento. Hoje são, amanhã já não são, hoje estão, amanhã já não estão; E como em uma grande fabrica as maquinas não param produzindo bonecos de argila “espirituais”, sem qualquer sopro de vida, meninos e meninas na fé, engasgados, desarranjados com alimento um pouco mais sólido. Que repetem maquinalmente tudo que ouvem, sem qualquer revelação na palavra, sem qualquer intimidade genuína com Deus. misticos, manipuladores, exageirados, mentirosos, briguentos e ciumentos.
Uma das belas características de pais é que já não vivem mais para si mesmos, mas suas vidas passam a ser em função de outra, mais frágil, mais inocente, menos segura que a deles. Pais sábios estimulam os filhos a sair da dependência para a liberdade, pois o objetivo deles é criar adultos independentes.
Todas as pessoas tem três grandes “clamores que brotam do coração” segundo Jean Vanier, fundador dos lares de Arché para pessoas profundamente incapacitadas.
1º - Gritamos para ser amados por pais que possam nos abraçar quando nos sentimos fracos. Todos começamos a vida como bebê desamparado, e mesmo na idade adulta, nunca superamos a necessidade do amor e do consolo paterno. Esse anseio pode acabar fazendo-nos voltar para Deus, como crianças que necessitam de um Pai celestial.
2º - Sentimos um anseio adulto por um amigo, alguém com quem possamos partilhar os segredos mais profundos, em quem possamos confiar sem medo, a quem possamos amar. Esse clamor também pode nos levar a Deus, que, primeiro, transpôs a barreira da invisibilidade, juntando-se à nossa espécie e, depois, prometeu viver dentro de nós. “Já não os chamo servos [...] eu tenho chamado amigos” disse Jesus (Jô 15:15)
3º Temos um anseio de servir aos mais fracos que nós. Para muitos a paternidade satisfaz essa necessidade. Outros, como Vanier, o sacerdote, ou o próprio Jesus, procuram servir aos pobres, solitários, esquecidos, doentes ou incapacitados, em resposta a esse clamor do coração.
Como qualquer pai ou mãe, o cristão adulto não vive para si mesmo, mas por amor aos outros. João estabelece esse princípio mais enfaticamente; (I Jô 3:16-18).
Espero que esse estudo tenha sido tão gratificante e edificante para você que chegou até aqui, quanto foi para mim e para a nossa igreja.
Graça e Paz!
Consulta bibliográfica:
Bíblia Sagrada
O Deus Invisível – Phillip Yancey

