terça-feira, 5 de abril de 2011

PAIS NA FÉ

Enfim chegamos a ultima parte do nosso estudo que foi ministrado na IEJA – MRV na classe de treinamento para lideres. Aqui falaremos sobre a fase mais madura da vida de um cristão, que é quando os cristãos entendem que o Evangelho de Cristo os convocou para viverem por outros e não mais para si mesmos. Assim como citei o relacionamento de crianças que não conhecem a vantagem da disciplina em suas vidas, com seus olhares limitados e superficiais a cerca de relacionamento, assim como também foi citado o relacionamento de um casal romântico para expressar o comportamento adulto, que outro tipo de relacionamento nós teríamos para melhor identificar uma vida espiritual ainda mais descortinada, com senso de propósito e um genuíno chamado ministerial, se não o relacionamento paterno e porque também não dizer materno?
Somente quando o cristão alcança um nível espiritual comparativo ao comportamento de pais saudáveis, podemos identificá-los como se tendo um real chamado ministerial.
O grande problema em nossas igrejas é sem duvida alguma, os inúmeros lideres com consagrações ou ordenações ministeriais, como queiram chamar, do tipo pastor, presbítero, missionários, evangelistas, diáconos, ministros de louvor e por ai vai esse clericalismo religioso, que não saíram nem da fase infantil na fé. ainda fazem birras, ainda fazem barganhas com Deus e o pior como estão na posição de liderança acabam gerando inúmeros discípulos doentes e infantis como eles são, discípulos esses que vão viver um cristianismo raso, sem qualquer essência e raiz.
Homens sem um verdadeiro propósito, são como nuvens sem água impelidas pelo vento. Hoje são, amanhã já não são, hoje estão, amanhã já não estão; E como  em uma grande fabrica as maquinas não param produzindo bonecos de argila “espirituais”, sem qualquer sopro de vida, meninos e meninas na fé, engasgados, desarranjados com alimento um pouco mais sólido. Que repetem maquinalmente tudo que ouvem, sem qualquer revelação na palavra, sem qualquer intimidade genuína com Deus. misticos, manipuladores, exageirados, mentirosos, briguentos e ciumentos.

Uma das belas características de pais é que já não vivem mais para si mesmos, mas suas vidas passam a ser em função de outra, mais frágil, mais inocente, menos segura que a deles. Pais sábios estimulam os filhos a sair da dependência para a liberdade, pois o objetivo deles é criar adultos independentes.

Todas as pessoas tem três grandes “clamores que brotam do coração” segundo Jean Vanier, fundador dos lares de Arché para pessoas  profundamente incapacitadas.

1º - Gritamos para ser amados por pais  que possam nos abraçar quando nos sentimos fracos. Todos começamos a vida como bebê desamparado, e mesmo na idade adulta, nunca superamos a necessidade do amor e do consolo paterno. Esse anseio pode acabar fazendo-nos voltar para Deus, como crianças que necessitam de um Pai celestial.

2º - Sentimos um anseio adulto por um amigo, alguém com quem possamos partilhar os segredos mais profundos, em quem possamos confiar sem medo, a quem possamos amar. Esse clamor também pode nos levar a Deus, que, primeiro, transpôs a barreira da invisibilidade, juntando-se à nossa espécie e, depois, prometeu viver dentro de nós. “Já não os chamo servos [...] eu tenho chamado amigos” disse Jesus (Jô 15:15)

3º Temos um anseio de servir aos mais fracos que nós. Para muitos a paternidade satisfaz essa necessidade. Outros, como Vanier, o sacerdote, ou o próprio Jesus, procuram servir aos pobres, solitários, esquecidos, doentes ou incapacitados, em resposta a esse clamor do coração.
Como qualquer pai ou mãe, o cristão adulto não vive para si mesmo, mas por amor aos outros. João estabelece esse princípio mais enfaticamente; (I Jô 3:16-18).


Espero que esse estudo tenha sido tão gratificante e edificante para você que chegou até aqui, quanto foi para mim e para a nossa igreja.

Graça e Paz!

Consulta bibliográfica:

Bíblia Sagrada
O Deus Invisível – Phillip Yancey

sábado, 2 de abril de 2011

ADULTOS NA FÉ


Dando continuidade ao estudo sobre as três fases de um cristão vamos dessa vez abordar o cristão adulto bem como as suas características.

O adulto tem uma noção mais verdadeira sobre a realidade das coisas, noção essa que uma criança não tem.
O cristão adulto passa a entender que a vontade de Deus muitas vezes chocasse diretamente com a nossa vontade, ainda que essa última possa parecer ser muito boa, se nesse choque uma dessas vontades tem que sair derrotada, que sempre seja a nossa, pois a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. (Romanos 12:2)

A imagem adulta da vida cristã não é um regime incolor de auto-disciplina, mas uma vida nova, alegre, capaz de sacrificar facilmente qualquer coisa exigida.

“Qual o castigo, você pergunta, para quem não aceita as coisas neste espírito? O castigo deles é permanecer como são.”      -      Epíteto

Os pais sábios estimulam os filhos a sair da dependência para a liberdade, pois o objetivo deles é criar adultos independentes. Os amantes, entretanto, escolhem um tipo de dependência voluntária: tendo liberdade, desistem dela com satisfação.
Em um casamento SAUDÁVEL, um dos parceiros submete-se aos desejos do outro não por compulsão, mas por amor.
O casamento é um exemplo de relacionamento adulto porque assim como a amizade profunda entre duas pessoas solteiras, se escolhe um novo tipo de dependência voluntária. É exigido adaptações importantes e até sacrifícios, mas, como em qualquer relacionamento adulto, em um casamento saudável o casal só assume essas mudanças na condição de consentimento mútuo.
No casamento, só existe um elemento capaz de impedir o abuso de liberdade: O AMOR. Na verdade, em qualquer relacionamento adulto o amor estabelece limites.

(I Coríntios 13:4-13)

Ninguém ganha o tempo todo em um casamento, mas havendo o compromisso um com o outro, fazemos os pequenos e grandes ajustes necessários para se viver em paz e tentar exercer o poder e a liberdade dentro dos limites estabelecidos pelo amor.

O PODER DAS ADAPTAÇÕES DE UM CASAMENTO.

Com o passar dos anos as personalidades tão diferentes se misturam em um casamento saudável.
Os dois aprendem um com o outro, os dois mudam um pelo outro, os dois ensinam um ao outro e finalmente os dois crescem.
Quem ama entende que o relacionamento duradouro cresce no terreno da confiança, da graça e do perdão, não da lei. Quem ama sabe que o amor não pode ser imposto ou compelido.

(Lucas 22:42) “Não seja feita a minha vontade, mas a tua.”

Quem ama elogia: falo de minha esposa aos outros e elogio suas realizações não porque me sinto obrigado, mas porque quero que os outros a conheçam como eu a conheço.
O estado que Deus deseja vem apenas como conseqüência de um relacionamento fiel com Ele. Buscamos agradar a Deus, O aceitar como alvo mais elevado, conhecê-lo e amá-lo, fazer os sacrifícios necessários e nesse processo, mudamos. A espiritualidade de uma pessoa cresce em conseqüência da interação constante com Deus. No final, descobrimo-nos não simplesmente fazendo coisas que agradam a Deus, mas querendo fazê-las.

“devo fazer minhas orações hoje, quer me sinta consagrado, quer não; é como ter de aprender gramática para ler os poetas.” (C. S. Lewis)


A NOVA IDENTIDADE

Os autores do novo testamento apelam para a nossa nova identidade como motivação para o bom comportamento. Como templo do Deus Vivo, que interesse teria em criar raízes no que sabemos que Deus desaprova?
Henri Nouwer chama essa nova identidade de “voz interior do amor”, lembrete interno que me liberta para agir como amado de Deus, além do alcance do orgulho ou da reprovação humana. A bondade, ou a “santidade”, não é uma nova rotina clamorosa que precisamos vestir como uma camisa de cilício. É resultado de uma transformação interior, reação gradual, mas resoluta, de uma pessoa em quem Deus habita.

Graça e Paz!